sexta-feira, 15 de julho de 2011
CryptorChild
Você já se deu conta de que as músicas conversam conosco? Aquele acorde em especial, ou aquele solo de algum instrumento que você mais gosta ou aquela letra em especial nos faz recordar momentos, pessoas, ou simplesmente se encaixam em passagens do nosso dia. Ou da nossa vida. Músicas, não são só... músicas. Acho algo extremamente mágico. Feito de uma alma para outra. É uma empatia espiritual. Parece que conheciam você quando escreveram... Parece que aquela em particular saiu de sua cabeça e apareceu para o compositor que a escreveu... que a lançou. Sentimentos colocados em prática nas canções. Seja sentimento bom, ruim, ou algo no meio. E Cryptorchild, do Marilyn Manson é exatamente assim. Um sentimento no meio do bom e do ruim, acho que até para o ruim, mas você escuta, e é uma completa empatia para o que você vê do Mundo hoje. É uma canção triste, curta, repetitiva, mas clara. Clara que se o Mundo um dia foi bom, hoje não é mais. O lugar dos Anjos deixou de ser no Céu, épocas que se tornaram de tristeza, sentimentos amargos que tomaram o lugar de coisas simples que podíamos sentir. Clara de que a Escuridão tomou o lugar da Luz que o Sol nos deu algum dia. A melodia não faz você se sentir triste, mas culpado e angustiado. Deixa claro que esse Mundo é para outros, não para Humanos. Essa época já foi, agora... é tempo de uma nova Era. Diria que seria uma música estranha, se não fosse linda, linda o suficiente para entrar pelo ouvido e não ficar na cabeça, mas lind para cair diretamente no seu coração, fazendo você querer fechar os olhos e só pensar no que a banda oferece nessa canção. Nada mais. Uma nova Era e nada mais.
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